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08
Dez
2017
Prevenção

Cuidados com a audição

A audição é um dos sentidos mais importantes e tem função primordial na comunicação tendo também responsabilidade no nosso equilíbrio. O ouvido está relacionado a preservação da espécie, pois está diretamente ligada à função de alerta.  As perdas auditivas encontram-se entre as mais frequentes doenças relacionadas ao trabalho. Mas para que possamos compreender melhor como isso acontece, devemos entender alguns conceitos. Ruído é um som indesejado, desagradável e que agride ao ouvido humano. Tem curta intensidade e é medido em decibéis (dB). Fatores como intensidade e duração à exposição do ruído estabelecem sua periculosidade. Decibel (dB) é a unidade utilizada para medir a intensidade de um som. A escala decibel pode ser considerada um pouco estranha, pois o ouvido humano é extremamente sensível. Podemos ouvir desde a ponta do dedo passando sobre a pele como também o motor de um avião a jato! E quanto mais distante estiver o som, mais potência ele perde. Riscos ambientais são os agentes físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes aos quais os trabalhadores encontram-se expostos no local de trabalho. O ruído é classificado como o agente físico nocivo à saúde mais frequente no ambiente de trabalho. É a principal causa de perdas auditivas (PAIR – perda auditiva induzida por ruído) decorrente de exposições prolongadas a elevados níveis de pressão sonora. Estima-se que grande parte dos trabalhadores da indústria cumpre sua jornada de trabalho em locais com presença de ruídos e de outros agentes. E cerca de 10 a 60% dos trabalhadores expostos a essas condições sofrem algum grau de lesão auditiva. Somando esse número ao de trabalhadores de outras áreas, o total de vítimas é torna cada vez mais alarmante. A exposição do trabalhador ao ruído pode ser constante ou intermitente (apresentando interrupções). O tempo de exposição, a intensidade do ruído e a susceptibilidade do indivíduo têm relação direta com a severidade dos agravos a saúde. Mas qual a relação entre a exposição ao ruído e aos acidentes de trabalho? Na presença de um local muito ruidoso o trabalhador se depara com situações altamente propícias para que um acidente aconteça, como por exemplo: • Dificuldade de comunicação; • Dificuldade na manutenção da atenção e concentração; • Dificuldade para memorizar algo; • Permanente estado de estresse; • Fadiga excessiva; • Permanente zumbido no ouvido. Dessa forma o trabalhador deve cumprir rigorosamente todas as normas de segurança; evitar exposição extra ocupacional (o ruído social ou de outra ocupação) para não acumular as exposições ao agente; cuidar da própria saúde evitando atividades que prejudiquem sua audição ou que o torne mais predisposto aos efeitos do ruído; colaborar e apoiar os colegas de trabalho que já sofram de alguma perda auditiva, no desempenho de suas funções. É importante também que o trabalhador participe da elaboração do PCA, com colaboração direta, críticas e sugestões. O PCA consiste nos Programas de Conservação da Audição, que fazem o gerenciamento audiométrico, controlam a exposição e protegem o trabalhador individual e coletivamente. Esses programas educam e instruem periodicamente os envolvidos em todos os níveis hierárquicos da empresa. Anualmente é feito um monitoramento de todas as etapas do programa. Não há forma de reverter as perdas auditivas relacionadas ao trabalho. A prevenção é a única maneira disponível de combater o agravo. O ruído não está presente apenas no ambiente do trabalho. Ele está nas ruas, bares,  nas nossas casas e até mesmo de forma invisível, com o aumento do uso de fones de ouvido. Por isso é essencial cuidar da audição não somente no local de trabalho, mas adotar essa prevenção como hábito de vida. Cuide-se! 

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14
Set
2017
Prevenção

Setembro Amarelo

Hoje, o suicídio no Brasil já faz mais vítimas que a AIDS e mata mais do que vários tipos de câncer e, mesmo assim, muitas pessoas ainda não discutem o assunto e têm medo de encarar as doenças psicológicas que, muitas vezes, levam à morte. Segundo uma pesquisa recente da OMS (Organização Mundial da Saúde), no Brasil, a cada 100 mil pessoas, quase sete tiraram a própria vida no ano de 2012. Além disso, para cada suicídio podem ter ocorrido mais de 20 outras tentativas que não deram certo. A vergonha, o desconhecimento e o desinteresse das vítimas e de seus familiares e amigos em tratar o problema são catalisadores que precisam ser combatidos. Essa é uma das metas do Setembro Amarelo, campanha de prevenção de suicídio que chegou no Brasil em 2014 e vem ganhando mais visibilidade em âmbito nacional. O movimento acontece durante todo o mês de setembro no mundo todo e esse período foi escolhido porque o dia 10 de setembro é o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. O principal objetivo do Setembro Amarelo é quebrar o tabu que existe envolvendo o suicídio. Doenças graves, como o câncer e a AIDS, já passaram por períodos nebulosos e vem sendo combatidas através do conhecimento. Mas, para isso, foi necessário um esforço coletivo, liderado por pessoas corajosas e organizações engajadas. Quebrar tabus não é fácil, mas é preciso esclarecer, conscientizar e estimular a prevenção para reverter situações críticas como as que nós estamos vivendo. O problema de saúde pública que estamos encarando agora é causado, principalmente, pelo desconhecimento das pessoas sobre as causas do suicídio e os tratamentos para evitar que ele aconteça. Muitas vezes, familiares e amigos não reconhecem os sinais de que alguém querido vai tirar a própria vida. Aliás, muitas vezes, a própria vítima não entende que precisa de ajuda e acaba se afundando cada vez mais em uma solidão desesperadora. Por isso, é preciso falar sobre suicídio e discutir a depressão abertamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos de suicídio poderiam ser prevenidos se a pessoa buscar ajuda e se tiver a atenção de quem está à sua volta. Mas como fazer isso se a vítima não entende o que está sentindo e se os seus familiares e amigos não reconhecem os sinais? Existem alguns sinais de alerta que podem salvar a vida de quem você ama. Veja quais são os principais: - Reconheça os padrões de pensamento suicidas: Normalmente, quem pretende tirar a própria vida remoem pensamentos obsessivamente e não conseguem parar, se sentem extremamente sem esperança, enxergam a vida como algo sem significado e, normalmente, descrevem uma sensação de nevoa nos pensamentos que dificulta a concentração; - Reconheça as emoções suicidas: Elas podem se manifestar em alterações extremas de humor, excesso de raiva ou sentimento de vingança, ansiedade, irritabilidade e sentimentos intensos de culpa ou vergonha. Pessoas com tendência suicida normalmente se sentem um fardo para os outros e acreditam que estão sozinhas mesmo quando estão perto de outras pessoas; - Reconheça avisos verbais: Quando alguém começar a falar muito sobre morte, preste atenção. Algumas frases são frequentes: “a vida não vale a pena”, “não vou mais ficar triste porque não vou estar mais aqui”, “você vai sentir minha falta quando eu for” ou “ninguém vai sentir minha falta se eu morrer”, “não aguento a dor, não consigo lidar com isso”, “estou tão sozinho que queria morrer”, “não se preocupe, eu não vou estar por aqui para ver o que vai acontecer”, “não vou te atrapalhar mais”, ou “queria não ter nascido”; Fique de olho na melhora súbita. Muitas vezes, o maior potencial para o suicídio não é o fundo do poço, mas a súbita sensação de melhora. Isso pode indicar que a pessoa aceitou a decisão de encerrar a própria vida e está aliviada por ter um plano. Então, se uma pessoa depressiva e com grandes tendências suicidas melhorar de uma vez, é melhor tomar providencias imediatas; - Reconheça mudanças de comportamento: Quando você sentir que a pessoa está querendo fechar pontas soltas, doar seus pertences, fazer arranjos financeiros ou visitar vários entes queridos de uma só vez, é hora de intervir; - Reconheça comportamentos irresponsáveis e perigosos como o uso excessivo de drogas (legais ou ilegais), direção imprudente e sexo desprotegido com vários parceiros; Procure por ferramentas possíveis para o suicídio. Por exemplo: se a pessoa comprou uma arma ou remédios sem motivo aparente, é hora de pedir ajuda; - Perceba mudanças extremas na rotina, repare se a pessoa parou de frequentar, sem motivo aparente, eventos e lugares que sempre gostou de visitar. Quando alguém para de praticar atividades que, até então, lhe davam prazer, é um grande sinal de alerta; Preste atenção na energia: pessoas depressivas ou suicidas normalmente têm pouca energia para tarefas básicas, têm dificuldade de tomar decisões e, por exemplo, falta de vontade de se relacionar sexualmente; - Não ignore fatores de risco: morte de um ente querido, perda de emprego, bullying e separações traumáticas podem afetar e intensificar desejos suicidas. Um histórico de abuso físico ou sexual também pode servir de gatilho, assim como tentativas prévias de suicídio. Conversar com alguém que tenha tendências suicidas pode parecer complicado, mas, para saber o que dizer e como agir, basta ter paciência e escolher o tom certo. Quando alguém estiver exibindo sinais de risco, é fundamental falar de forma carinhosa e sem julgamentos. Escute com paciência, não julgue, não diga que a pessoa está fazendo drama ou exagerando, e nem fale que ela precisa ser mais forte. Não diga que ela deve se sentir com sorte pela vida que tem, e nem a faça se sentir envergonhada ou menor pelos seus pensamentos suicidas. Ao dizer esse tipo de coisa, você vai piorar a situação e fazê-la se sentir ainda mais determinada em tirar a própria vida. Ninguém mergulha nesse sentimento horrível por escolha própria, ninguém quer se sentir assim e ninguém deseja continuar nesse estado. Por isso, você precisa compreender e conversar sobre isso! Uma recomendação é ser direta e perguntar se a pessoa planeja algo ou pretende tirar a própria vida. Você vai sentir na resposta os sinais de alerta e, então, deve ligar para a emergência se souber que a pessoa já elaborou planos e precisa de ajuda imediata. Mas não espere a pessoa dizer que quer se matar para buscar ajuda. Muita vezes, a pessoa com tendências suicidas não conta seus planos ou compartilha seus pensamentos. Por isso, se algum conhecido está exibindo os sinais de alerta acima, procure ajuda. Quem pensar em cometer suicídio deve ligar para o Centro de Valorização da Vida através no número 141, mas quem convive com essa pessoa também pode entrar em contato com essa linha de assistência. Os atendentes podem ajudar e, inclusive, instruir e conectar com psiquiatras e psicólogos. Aliás, o tratamento psiquiátrico é fundamental. Não acredite em sinais repentinos de melhora, quem sofre com tendências suicidas deve iniciar um tratamento urgente e tomar as medicações necessárias. Enquanto isso, você pode pedir ajuda para se livrar de possíveis ferramentas suicidas, como armas (brancas ou de fogo), drogas, medicamentos e produtos que possam ser ingeridos com o objetivo de causar a própria morte. Cerca de 25% dos suicídios acontecem através do enforcamento, então, enquanto a pessoa estiver sob tratamento, é importante esconder itens como gravatas, cintos, cordas e lençóis. Na fase mais crítica, a pessoa provavelmente vai ficar internada mas, se estiver em casa, é importante que você demonstre seu apoio e diga que está fazendo isso para ajudá-la. Depois que ela começar o tratamento, não saia do lado dela. Você precisa saber se ela está tomando os remédios de acordo com a prescrição, você precisa garantir que ela está frequentando as sessões de terapia e, além disso, você precisa ajudá-la a não ter uma recaída. Muitas vezes, a recaída vem depois do uso de bebidas alcoólicas, então, não deixe que ela beba enquanto está se tratando. Sente com ela e a ajude a elaborar um plano de segurança para aqueles momentos de desespero. Assim, quando ela pensar em suicídio outra vez, vai saber como agir para evitar o pior. É importante saber que, apesar de todas essas bandeiras vermelhas, 25% das vítimas de suicídio não demonstram nenhum sinal significativo. Então, é importante ficar de olho nos pequenos detalhes que podem surgir principalmente depois de algum trauma. Participe da campanha Setembro Amarelo pelo resto da sua vida e ajude a salvar outras. Fonte: http://www.setembroamarelo.org.br e www.manualdohomemmoderno.com.br

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